24 Março 2008
Leave me...
Normalmente preparo o café pelo aroma, não pelo sabor. Preparo pelo fervilhar da água. Pelo vapor. E pelo barulho de infância quando a moeda começa a saltitar de calor. Sim, porque em casa minha avó sempre teve este hábito. Colocar uma moeda dentro da chaleira para avisar quando a água começa a ferver. A fuga das bolhas assustava, e ela se sacudia pedindo ajuda.
Nunca esqueço dos tantos perfumes que ganhei depois do sufoco da moeda. Cafés, chás, algumas sopas, e até mesmo certos molhos eram antecipados pelo alarme da casa da moeda.Mas agora preparei estes grãos pela calma que eles me trazem no bolso. Tomo o café e fico tranqüilo. Talvez eu seja tão viciado em cafeína que ela tenha efeito contrário! Já tive ótimas noites de sono depois de sorver um café. Os goles me preenchem, mas o barulho da chaleira me descarrega. Fico leve sem banho de sal grosso. Já estou melhor.Acho que deveria guardar a raiva numa niqueleira. Assim ela sempre avisaria antes de chegar.
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Nunca esqueço dos tantos perfumes que ganhei depois do sufoco da moeda. Cafés, chás, algumas sopas, e até mesmo certos molhos eram antecipados pelo alarme da casa da moeda.Mas agora preparei estes grãos pela calma que eles me trazem no bolso. Tomo o café e fico tranqüilo. Talvez eu seja tão viciado em cafeína que ela tenha efeito contrário! Já tive ótimas noites de sono depois de sorver um café. Os goles me preenchem, mas o barulho da chaleira me descarrega. Fico leve sem banho de sal grosso. Já estou melhor.Acho que deveria guardar a raiva numa niqueleira. Assim ela sempre avisaria antes de chegar.